23 julho 2009

Hong Kong





De volta a Hong Kong.
Algumas fotos: Vista do Peak - Hong Kong Island de um lado e o por do sol do lado contrário, o barco que faz a travessia e pormenor dentro do barco.

Final


Foi um jogo muito disputado, até mais do que se estava à espera, os belgas fizeram tudo por tudo para contrariar a superioridade dos holandeses, jogaram muito duro e com montes de teatro à mistura na tentativa de iludir o árbitro, mas era um jogo de Corfebol, se fosse os globos de ouro talvez tivessem mais sorte.
A primeira parte foi muito difícil e muito complicada de arbitrar, mas assim é que tenho prazer em o fazer.
Muito stress, muitas reclamações, na sua maioria, fazem só parte do espectáculo é necessário compreender o jogo para perceber isso.
Por isso é que gostam que seja eu a apitar estes jogos, compreendo e aceito o jogo como ele é e não o paro muito e deixo que os ânimos estejam exaltados a um nível por vezes perigoso.
Mas é assim que eu gosto.

21 julho 2009

Pássaro Negro


Hoje, todos os árbitros tinham de estar no pavilhão ás onze e meia da manha menos eu que podia ir quando quisesse, desde que lá estivesse antes das dezassete e trinta, uma hora antes da final. Privilégios de que vai apitar a final.
Quando me desloquei a pé para o pavilhão, num passeio relaxante com trinta e cinco graus e muita humidade, ao atravessar o parque que normalmente é o nosso atalho para o pavilhão, para meu espanto, eis se não quando me aparece o pássaro negro à frente desta vez acompanhado por outro passarinho mais pequeno.
Acho que era o mesmo de Durban na África do Sul, pelo menos olhou-me da mesmas maneira.
Estava ali especado à minha espera, quando me aproximei voou um pouco para a frente e esperou novamente, aproximei-mo mais um pouco e voou para um ramo de uma árvore e ficou a ver-me até eu sair do parque.
Foi um bom presságio, acho mesmo que me veio deseja boa sorte para um jogo muito complicado e que muito poucos têm o privilégio de arbitrar.
Gostei de o ver.
Como não consegui fotografa-lo, fica a foto do esquilo que assistiu a tudo e ficou tão espantado quanto eu, até levantou a cauda de tão abismado ter ficado quando viu o pássaro de Durban por aqui.

Final


É neste pavilhão e não é mais uma!
Esta é como todas as outras, muito importante para todos, vai ser muito difícil controlar, especialmente os primeiros dez minutos de jogo.
Vão estar todos muito stressados pela importância do jogo e porque vai dar em directo para todo o mundo através da Eurosport 2.
Além disso temos a rivalidade entre Holandeses e Belgas que é o equivalente no futebol português a um Benfica - Porto.
Para juntar a tudo isso, no Corfebol internacional é permitido um certo tipo de "mau comportamento" por parte dos jogadores a que as pessoas não estão habituadas a ver, também ao tipo do futebol em Portugal ou talvez pior, faz tudo parte do espectáculo, e o difícil é lidar com tudo isto e tentar não mostrar cartões.
É nisso que, dizem sou bom!
Deixar jogar a um elevado nível de competitividade e agressividade mas controlando o jogo sem apitar mais do que estritamente necessário.
A ver vamos, quem quiser pode ver ás 12:30h de Portugal na Eurosport 2.
Eu não posso, tenho de apitar.

São muitos


Hoje contei.
Desde que me abrem a porta do hotel onde nos são servidas as refeições até a pessoa que nos dirige à mesa, são vinte e cinco pessoas, entre voluntários e empregados do hotel.
Começa com dois a abrir as duas portas do hotel, um a dar as boas vindas e outro que super visiona este procedimento e me diz sempre que eu tenho uns óculos (escuros) muito giros.
Quatro são os empregados que passo pelo átrio do hotel até aos elevadores, que nos vazem uma vénia e dão as boas vindas.
Dois a carregar nos botões para chamar os elevadores e a nos encaminharem para dentro dos mesmos.
Dois a saída dos elevadores.
Sete estão à entrada para o longo corredor que vai dar à sala onde são servidas as refeições, cinco são voluntários e dois empregados do hotel, controlam as credenciais, temos de mostrar o cartão a todos e todos querem ver de perto. Stress!
Três ao longo do dito corredor, não sei o que fazem, mas são simpáticos.
Mais duas empregadas que nos recebem à entrada da sala e uma que nos leva à mesa.
Depois podemos comer.
E a comida é muito boa e à descrição.

20 julho 2009

Estádio Principal




Nove horas



Hoje foi o meu dia de folga, não apitei, mas tive de fazer um jogo de reserva e um jogo de árbitro assistente. Ou seja, nove horas de pavilhão para duas horas de pouca acção, é extremamente cansativo, desafio qualquer um a estar dentro de um pavilhão cheio de pessoas aos gritos durante algum tempo para verem que não é nada agradável nem fácil.
O que vale é que de manha como não houve reunião fui ver um jogo de Disco voador, é bem giro, correm bué e ao sol.
Amanha vai ser o mesmo, não apito e tenho o mesmo papel nas mesmas horas, vai ser duro.
Terça feira é o último dia, vamos ver se apito a final, é possível que sim.
Um dia vou deixar de o fazer, não sei como me vou sentir após tantos anos onde em cada torneio que estou o fazer. Não sei quanto tempo vai demorar a acontecer, mas vai!
Será que devia sair antes?
E se acontecer, será que vai ser assim tão mau?
Afinal de contas, o jogo que todos gostam de ver, eu nunca vejo, estou sempre lá no meio. E assim, podia ver uma final.
Um dia de cada vez.

18 julho 2009

Chinese Taipé - Bélgica


Afinal os Chinocas não tiveram pedalada para acompanhar os Belgas, foi duro a primeira parte mas depois com o decorrer do jogos a diferença no marcador foi aumentando e a dificuldade de conduzir o jogo foi diminuindo acabando morno com um resulta de de 16 - 30 para a Bélgica.
Correu-me muito bem, gostei!
Amanhã só faço de reserva e de árbitro assistente, posso descansar um pouco.
E como não vai haver reunião vou tentar ver outros desportos de manha.



A Torre do Relógio no porto de Kowloon, de noite e de dia.

Star Ferry


Os barcos que fazem a travessia de Kowloon para HK Island à semelhança de Lisboa

Fogo

Por estes lados são mesmo radicais, existe uma associação que reclama pelos direitos humanos e outras coisas, normalmente contra politicas governamentais.
Por vezes tentam com marchas e manifestações, como aqui (foto), mas outras vezes não fazem a coisa por menos do que imolarem pelo fogo.
Sim, ás vezes vemos uma noticia no telejornal e pensamos que é uma coisa do outro mundo, mas afinal são muitos os que estão dispostos a isso e alguns que o fazem mesmo, segundo consta.
Não deve ser fácil, ainda por cima com este calor!


Ilha de Hong Kong




Hong Kong está dividido em várias áreas, eu estou em Kowloon Sete dragões) o nome provem de uma lenda que dizia que este pedaço era habitado por esses animais mitológicos, no primeiro dia fui ver o Buda nos Novos Territórios no segundo fui à Ilha de HK que é o centro financeiro cheio de prédios altos apinhados de escritórios e ruas muito estreitas.
Nas fotos temos o que se vê na maior parte da ilha se olharmos ara cima, a vista da ilha quando nos aproximamos de barco e um Metro de superficie muito estreito para puder circular na maioria das ruas, o chamado Dim Dim por ter uma buzina que faz esse som.
Era só para dar uma ideia.

Fumar na rua


Sabiam que em HK é proibido fumar na rua?
Dentro de alguns estabelecimentos, não muitos, existe uma área para fumadores, assim como em algumas ruas, poucas, como as laterais desta rua vedadas e com ventiladores, parecem risioneiros!
Quem for apanhado a fumar fora dos locais devidamente assinalados para o efeito, sujeita-se a uma multa de 1500 HK$ (150€).
Pelo menos não se apanha com fumo dos outros, não à beatas no chão e a taxa de fumadores e o comércio do tabaco diminuiu.
Não sabiam, pois não?

Jeitinho com a língua

Pois é, se não dermos aquele jeitinho com a língua, a coisa não se dá.
Ando a aprender a dizer umas coisas em chinês mas não é fácil. É fundamental saber colocar a língua e os lábios, se não o som não sai e arriscamo-nos a dizer coisas que não queremos e ficam todos a rir.
Ainda por cima temos o cantonês e o mandarim que são totalmente diferentes, a coisa não é mesmo fácil. Mas é muito giro quando ao fim de uma dezena de tentativas eles dizem - “é mesmo isso”, com um sorriso enorme, só que quando tento repetir, sai outra coisa e volta o ar de desespero e dizem - ”não, não tens de por a língua assim!”
Paciência, mesmo assim dizem que tenho jeito para a coisa e que coloco bem a língua para um europeu.
Não fico mal visto, isso é que interessa.

Estou em Kaohsiung





Após viajar de Hong Kong to Taiwan não tive mais tempo para vir aqui escrever.
Estou nos Jogos Mundiais e tenho reuniões e jogos e mais reuniões, depois já não tenho disposição para mais.
Hoje apito o jogo mais importante do torneio Taipé - Bélgica, a equipa da casa já à alguns anos que tenta ganhar à Bélgica que é a eterna número dois do mundo. Um dia vai deixar de ser, será que é hoje, quem ganhar vai certamente disputar a final com a Holanda, a ver vamos.
Deixo algumas fotos do uma cidade demasiado organizada.
Prometo que mais tarde escrevo mais do que se passa por aqui e também mais fotos, não fiquem tristes.

13 julho 2009

Buddha




O dia de hoje foi dedicado à paisagem e a alguma coisa tipo espiritual, fui até Tian Tan Buddha e Po Lin Monastery no cimo de uma montanha com uma vista magnifica.
Apesar do calor intenso foi cansativo mas muito relaxante
Vinte e cinco minutos de teleférico onde facilmente se tiram mais de cem fotos e depois desfrutar do lugar.
Deu para saber a história de Buddha, que segundo a lenda, era um príncipe lá para os lados dos Himalaias que tinha tudo o que se pode desejar e mesmo assim se sentia vazio.
Largou tudo e partiu em busca de respostas para as perguntas que não paravam na sua cabeça.
Quem quiser mais, procure, é muito interessante.
Uma das frases dele - "Todos os seres vivos têm o mesmo desejo básico - ser feliz e evitar sofrer". Além desta tem muitas que são verdades universais, que estão presentes no nosso dia a dia mas ninguém dá por elas porque nem nos ocorre. Seguir algumas delas dava para vivermos muito melhor. Vou ler mais sobre.

Chupar!

Pelo menos aqui não sou recriminado por não ter modos à mesa.
Posso comer de maneira que quiser e inventar uma pior que vou ainda estar muito atrás de qualquer chinês, no que, à falta de boas maneira à mesa diz respeito. Pelo menos para o mundo dito civilizado.
De facto, chupar esparguete (eles dizem que é nudles), é mesmo o prato do dia e basta espreitar para dentro de qualquer tasca ou restaurante por mais chic que seja, para vermos um chinês com a cabeça enfiada dentro de uma terrina de nudles com dois pauzinhos na mão, que auxiliam os ditos a encostar à boca e depois chupam como se o esparguete tivesse os dias contados.
E o som? É mesmo inacreditável, é como se fosse uma sinfonia de aspiradores devidamente ensaiada e onde o pauzinho é o instrumento do maestro.
Adoptei totalmente o Hong Kong Style, pelo menos o meu amigo chinês aprova e diz que aprendo depressa.
O pior vai ser quando voltar para a terra dos supostos civilizados.
Prefiro mesmo HK Style, é tão bom!

12 julho 2009

Muita luz

Fui rever o muito famoso espectáculo de luz, que acontece diariamente no porto de Hong Kong ás oito da noite.

Alucinante


Ainda deu tempo para ir ver o pôr do sol.
O Ivan levou-me numa viagem alucinante de mota até ao cimo, fomos depressa porque ele estava mesmo a põr-se.
Estava nebulado mas ele prometeu-me que amanha leva-me a outro sitio.

Catorze minutos


O tempo aqui é totalmente diferente de África, é um mar de pessoas , que apesar dos trinta e cinco graus e quase oitenta % de humidade, correm de um lado para o outro como se não houvesse amanha.
Ivan, o meu amigo Chinês, foi-me buscar ao aeroporto e depois de deixar as malas no hotel fomos almoçar a um restaurante muito popular e concorrido no centro de kowloon.
Tinha fila para entrar mas não demorou muito, depois vi porquê!
O empregado chamou-nos e disse para nos sentarmos numa pequena mesa onde já um casal bebia sofregamente o seu caldo. Menos de dez segundos depois de estar sentado o empregado trás dois copos de agua a ferver e pergunta apressadamente o que queiramos comer. Do pedido à chegada dos pratos à mesa foi menos de um minuto.
Fiquei à espera que viesse o chá, mas vieram os talheres e imediatamente o Ivan espeta com ele dentro dos copos. Ainda bem que não perguntei pelo chá!
Era para para lavar os talheres.
Comi apressadamente, o meu prato de massa, quase que pressionado pela pressa dos outros.
Acabei de comer e bebia o meu sumo de limão quando o Ivan me diz - "não bebas tão depressa, se acabas correm contigo e eu ainda não terminei".
E assim foi, assim e traguei o último gole, o empregado atira um papel para cima da mesa e nem me deixa pousar o copo. - "Paguem na caixa!"
Com um pano sujo limpou o nosso lado da mesa, do outro já estava outro casal sentado, e disse num inglês quase imperceptível: -"You must leave!"
Fora catorze minutos desde que entrei até que sai!

Eu em Hong Kong

11 julho 2009

Não viu porque não quis!

No aeroporto antes de voar para Hong Kong, pedi na zona dos grelhados, um Beef Burger Classic.
O empregado serviu-me e apontando com o dedo para uma mesa disse -”blá blá blá tomate”.

Olhei e vi a mesa das saladas, servi-me.
De repente vi que havia uns pratos para salada e tinha um preço de trinta e cinco Rad (quatro euros).
Merda!
Eu só tinha tirado umas rodelas de isto e um bocadinho daquilo, não era justo ir pagar um prato de salada.

E afinal, o molho de tomate a que o homem se referiu, estava na mesa ao lado.
Num acto de grande inteligencia, tirei o Burger de cima do pão, coloquei-o em cima da salada, camuflei com batatas fritas e apresentei-me na caixa para pagar.
A senhora não viu porque não quis, a salada estava lá!

Preto é sinónimo de dinheiro

Mas só nos telhados.
Ao chegar a Joanesburgo pelo ar, dá para ver o enorme aglomerado de casas por quilómetros a fio, mas as diferenças saltam à vista.
E, pelo menos visto de cima o preto é sinal de dinheiro.
Eu explico, as casas de telhado preto estão espalhadas pelas colinas e planície de um forma não geométrica. São dos ricos, os telhados são feitos de um material caríssimo só ao alcance de muito poucos, os donos são normalmente brancos e alguns negros que depois de 1994 (fim do apartaide), se deram bem.
Depois temos longos kms de ruas geometricamente desenhadas, tipo malha larga, de casas de tamanho médio de telhado de telha vermelha, com pequenos terrenos à volta demarcados por muros altos, são as dos remediados, na sua grande maioria gente branca.
E ainda as Town Cheap, com casas de telhado prateado devido ás chapas e zinco que as cobrem, com uma geometria tipo malha apertada ou dispostas aleatoriamente, mas muito pequenas e muito perto umas das outras, são as dos pobres, só moram negros.



A GORDA

Entrei no avião de bilhete na mão e procurei o lugar 21C que me estava destinado, caminhei lentamente pelo corredor e ao longe vi um vulto monstruoso sentado na cadeira do meio, numa fila lá mais para trás.
Ao aproximar-me da minha fila, foi o horror, a coisa estava no 21 B.
Era muito grande e gorda a pobre da mulher, para me sentar tive de me encaixar por baixo da gordura da parte lateral das coxas dela, que pendia gelatinosamente por cima do braço do banco, para o meu lugar.
Tinha as mãos cruzadas pousada sobro o enorme estômago e estas ficavam sensivelmente à altura da minha cabeça.
Ao menos fiquei a saber que nos aviões existe acrescentes para os cintos de segurança.
Felizmente tudo acabou bem, uma simpática hospedeira veio e disse - “O senhor não quer que lhe arranje um lugar lá atrás?”
Mesmo assim, acho que vou ter pesadelos.

O cheiro


Afinal é mesmo verdade!
O cheiro de África não se esquece!
Já no aeroporto, depois de fazer o chek in e antes de entrar para o controlo de passaporte, fui lá fora uma “última” vez e inspirei profundamente umas quantas vezes.
Pena não se poder levar o cheiro da terra.
A senhora Chanel ou o senhor João Paulo, ou Gaultier como lhe chamam, bem que podiam pensar nisso!

Lenga Lenga

Antes de ir para o aeroporto ainda dei um salto ao torneio por hora e meia, hoje é o último dia de jogos e tenho pena de não ficar até ao fim.
Quando cheguei puseram uma musica e disseram que era para mim “Leaving On a Jet Plane” – Janis Joplin. Se conhecerem ou quiserem espreitar na net.
Cerca de quinze minutos antes de partir, no intervalo entre jogos, falaram ao microfone em Africans e de repente toda a gente, pequenos, médios e grandes começaram a caminhar em direcção à tenda da organização onde eu estava.
Tal como na cerimónia de abertura, agradeceram a minha presença e os meus ensinamentos, disseram que seria sempre bem vindo em qualquer das províncias da África do Sul e fizeram votos de que volte muito em breve.
Desejaram-me boa sorte para os Jogos Mundiais e deram-me um presente.
Muitos vieram dar-me um abraço apertado à boa maneira africana.
Alguns pediram-me um contacto para se precisarem de tirar dúvidas e ainda houve tempo para que a seleccionadora nacional me viesse dizer, que quer que venha trabalhar com a selecção Nacional na preparação para a próxima prova internacional em que participem.
Tanta lenga lenga e era mesmo só para dizer que gostei muito!

Pássaro Negro

Hoje de manha quando sai do quarto com a minha big mala para me ir embora, lá estava ele no jardim, como que se tivesse vindo despedir.
Não compreendo ainda muito bem a linguagem aviaria, mas pareceu-me algo como:
- “Agora vais para outras “paragens” e é muito longe para eu poder voar.
Por isso, vêmo-nos quando aqui voltares. Faz boa viagem.”
Quero voltar, espero não deixar o pássaro à espera por muito tempo.

10 julho 2009

Enfim

Depois de quase três meses sem sair da Europa vim passar uns dias a África, agora, antes de me deslocar à Oceania para um merecido descanso, estou de partida para a Ásia.
Pois é!, estou de malas aviadas! Amanhã voou de Durban para Joanesburgo (uma hora e dez minutos), e depois para Hong Kong (treze horas e quarenta e cinco minutos).
Vai ser um dia e tanto.
Por incrível que pareça, ainda há que pense que tenho uma boa vida!
As pessoas são mesmo... enfim!

Última Ceia...

... na África do Sul.
Como estou de partida, a Federação Sul Africana convidou-me para jantar com os seus responsáveis e com a organização do torneio.
Eles agradeceram e disseram um monte de coisas, daquelas.....blá, blá.
Mas eu aproveitei mesmo foi para comer um grande T-Bone, mas sem álcool.
Achei que não ia bem com o Rum.


Rum Friends

Os meus amigos de Pretória, Cass e Leon chegaram!
Para comemorar, após o torneio fomos para a praia.

Mesmo sendo altamente desaconselhável e proibido nadar à noite, por a essa hora já terem retirado as redes de protecção que impedem os tubarões de entrar na baía, fomos dar uns mergulhos.

Achamos que os pobres animais por esta altura têm mais que fazer, como nadar atrás das sardinhas que são bem mais gostosas com toda a certeza.

Esta nossa necessidade súbita de nadar, deveu-se também ao calor que que se fazia sentir dentro dos nossos corpos, devido ao consumo excessivo de rum.

Mas tínhamos mesmo que comemorar, já não nos víamos quase à três meses.

E como o titulo deste post indica, são os meus Rum Friendes.

Eu no duro

08 julho 2009

A pressa pode assustar

Como tem sido habitual, após o final dos jogos viemos à Gueste House tomar um banho para ir jantar. Combinei ás sete e trinta no parque de estacionamento.
Após um banho rápido, subi a pequena rampa que separa o meu quarto do estacionamento e apressei-me a entrar no carro porque estava dois minutos atrasado.
Abro apressadamente a porta do veiculo, oiço um grito e uma mulher sai a correr.
Porra! Tinha-me enganado no carro.
A pouca claridade que havia deu para ver o pavor na cara da senhora, lembrar que estou numa terra onde a criminalidade impera.
Alguns segundos depois e após pedir mil desculpas, deu para ver que a cor da senhora tinha voltado. Afinal era negra, tinha foi ficado branca com o susto.
Os meus amigos também se assustaram com o grito da senhora.
E até o dono do sítio veio ver o que se passava.
Resumindo, a pressa por vezes pode assustar.

Bem feito!

O sol que me fez as rodelas na cara acabou por cair atrás de umas árvores.


Querem matar o Tuga

Acho que estão a abusar de mim, já que me têm cá usam e abusam.
Hoje deram-me quatro jogos para apitar, dá quase quatro horas a correr ao sol.
Como não consigo apitar sem os oculos escuros, se não não vejo mesmo nada, tenho-os sempre postos.
A meio da tarde fui ao WC lavar a cara e refrescar e ao olhar para o espelho achei que estava algo errado.
Mas não é nada de grave, só tenho duas rodelas brancas á volta dos olhos.
Nada que amanha no torneio de praia não possa ser resolvido.

Lime&Ginger

Como era de todo impossível trazer roupa para tentos dias, tornou-se se necessário lava-la. E como tenho de poupar dinheiro para as férias tenho de ser eu a fazê-lo.
Ontem á noite tomei banho com cinco t-shirts (não vestidas, claro), e como não tinha detergente para a roupa lavei-as com gel de banho, daí, hoje a minha roupa cheirar a Lime&Ginger.

É bem bom!


07 julho 2009

Pelo menos aqui

Todos querem que apite os jogos das suas equipas. Hoje houve alguns pequenos problemas porque os responsáveis por algumas equipas reclamaram que eu apito todos os jogos da equipa da pessoa que nomeia os árbitros.
E algumas vezes passaram por mim e exclamavam.
-”tu é que devias apitar o nosso jogo!”
É bom sentir algo assim de vez em quando.


Por isso é que são todos tão gordos

Pois é, ser VIP engorda!
Foi a conclusão que cheguei depois de muito observar, pensar e comer.
De facto, não é nada bom para a nossa dieta alimentar, ter durante todo o dia, uma sala cheia de coisas boas para comer e beber, sem pagar nada e ainda por cima onde fazem questão de nos levar a toda a hora e insistirem para que comamos e bebamos.
Se calhar é por isso que me sinto pesado.

O Pássaro Negro

Estava de manha no meu jardim como se estivesse á minha espera.
Mas quando saí a porta, voou!
Acho que gostou de mim.
Talvez volte!

06 julho 2009

Da janela do meu quarto

O Torneio de KWAZULU-NATAL

Finalmente o trabalho duro chegou. É o primeiro dia do grande torneio da África do Sul que acontece uma vez por ano e reúne as equipas dos vários escalões das várias províncias. Porque a distância é tão grande este é o torneio onde todos jogam contra todos.
Na cerimónia de abertura fizeram-me sentar na tribuna de honra e o presidente da Federação Sul Africana ao falar para os cerca de 500 atletas, agradeceu a minha presença e apresentou-me a todos como sendo o melhor árbitro do mundo. Pediu para aproveitarem a minha presença, aprenderem o mais possível e que eu seria sempre bem vindo na África do Sul.
Apesar de um certo exagero, acho que mereço pelos vinte anos de dedicação a este desporto, com muito gosto mas muitas vezes com muito sacrifício.
Apitei três jogos. Amanha dou um Clinic para todos.

05 julho 2009

Butcher Boys

Como já perceberam, muitos dos pontos altos desta minha viagem por África são as refeições, e esta é mais uma memorável.

Como o nome indica “rapazes talhantes”, trata-se de carne, e desta vez decidi-me por um belo T-Bone de 1Kg.

Sim, 1000g de carne deliciosa e suculenta preparada com muito requinte, onde escolhemos desde a peça de carne que queremos até à espessura de gordura com que queremos que seja cozinhada.

De facto tive uma lição sobre carne, os vários tipos, a idade com que são abatidos, como o são, o tempo máximo que pode demorar o animal a ser abatido após entrar no cubículo de abate, o tempo que pode demorar até ser totalmente esvaziado de sangue, como são alimentados, a direcção do corte, etc...

Enfim, nem queiram saber a trabalheira que dá para nos porem um bife à frente.

Como entrada, uma malagueta em que retiram as sementes de dentro e enchem de queijo, embrulham em Bacon e depois novamente em queijo e fritam. Picante mas soberbo.

O meu T-Bone com molho de pimenta de Madagáscar, estava mesmo divinal. Acompanhado por uma batata cozinhada no forno embrulhada em prata, um puré de abóbora, um esparregado de espinafres com alho, e mais umas coisas que nem sei dizer o nome.

Acompanhado por um Shiraz – Brampton de2007 à temperatura adequada.

De chorar por mais, foi o que exclamei no final.

Ao que me responderam - “Viste o que dizia no menu?”

Fui ver e dizia “No caso de ficar com fome pode pedir mais carne.”

Eu por mim acho que estes Sul Africanos são doidos!

Ushaka Marine World


Os meus amigos, sabendo que eu fazia mergulho queriam levar-me a mergulhar com tubarões, porque ser uma das principais atracções de Durban, mas como o meu Budy não estava comigo disse que não. Que depois voltava cá e o trazia.

Disseram que então podia fazer snorkel no tanque do parque e que também havia tubarões.

Foi interessante nadar com estas e outras criaturas tantas vezes incompreendidas e mal tratadas.

www.ushakamarineworld.co.za

04 julho 2009

Braai (Churrasco) de Lagosta

Em casa de um amigos, no topo de uma colina com vista para o mar.

Vimos o rugby, alguns dentro do jacuzi e depois tivemos um churrasco de lagosta.

Comi três lagosta e meia, as mais saborosas que alguma vez provei.

O anfitrião, um policia muito simpático, continuava a dizer-me -”another one?”

Para acompanhar, um bom naco de uma barracuda deliciosa e um vinho tinto sul africano também muito bom.

Não me quero repetir, mas a lagosta estava mesmo muito boa!

Cinco km pela praia


Da Guest House até a centro de Amanzimtoti, só para beber um café. Depois tive de ligar para me irem buscar de carro, já não dava para voltar.

Dois pássaros negros com um bico muito vermelho acompanharam-me durante quase todo o trajecto, quando me aproximava a cerca de 5 metros deles, voavam um pouco e esperavam por mim de novo mais à frente, isto por mais de uma hora.

Muito relaxante.

As baleias

Estavam mesmo ali, acordei com o som do dono da Guest House a dizer

-”Se quiserem, podem ver as baleias.

Sentei-me na cama, olhei pela janela e lá estavam elas acompanhadas por um escolta de golfinhos.

Ele explicou-me que nestas duas semanas é sempre assim, a migração das sardinhas com a corrente quente passa mesmo por aqui e todos os predadores vêm comer as pobres criaturas.

Daí ser muito fácil ver baleias, tubarões, golfinhos e até mesmo focas.

Diz que durante dois dias pode-se entrar na água e apanha-las ao balde.

03 julho 2009

O Daniel

Surpreende-me sempre, hoje, cansado de estar sem nada que fazer. Chegou e disse -”Vou dar uma volta e ver as outras casas da Guest House”.

Eu imediatamente disse que também ía.

Para que vir a foto no site, o nosso quarto é por baixo do parque de estacionamento.

Saímos a porta subimos a rampa pelo lado direito, passamos por cima do parque, e eis se não quando, ele diz

-”Há umas escadas ali, deve haver mais casas lá em baixo!”

Descemos as escadas e ele muito seguro de si diz

- “vês, há aqui mais casas!”.

Eu apenas sorri!

Nisto, aproxima-se das janelas e espreita para dentro dos quartos. E mais uma vês exclama

- “Aqui também está gente, não somos os únicos!”.

Eu sorri novamente!

Depois, com um ar muito espantado, come se tivesse visto algo realmente estranho, exclama

-”Ooh, e têm uma mala igual à minha!”.

E voltei a sorrir mas inclinei a cabeça e pus um ar de troça.

Levou cerca de dez segundos até ele dizer

-”É o nosso quarto, já percebi. Vês estou mesmo cansado, já baralho tudo!”

O Indico

Estou alojado em Amanzimtoti na Guest House Dolphin Point - GPS X:- 30° 55' 39'' Y:- 30° 0' 53'' - www.dolphinpoint.co.za Para quem quiser ir ver.
Um pouco afastado do centro mas muito bonito, numa encosta a poucos metros do mar. Deitado na minha King Size Bed vejo a cerca de 50 metros o Oceano Indico e oiço o barulho do mar. Pena não puder nadar na praia privada, apenas passear.
É que os tubarões daqui não são muito hospitaleiros.

Na terra do Rei Shaka dos Zulus

Meu aniversário para os que não sabem, para os que se esqueceram e para os que não se lembraram.
A viagem de Maputo para Durban foi num pequeno bimotor que muito inquietou o meu amigo Daniel, nunca tinha voado num avião tão pequeno.

01 julho 2009

Orgasmo culinário

Para jantar, escolhemos um restaurante caro no centro de Maputo onde pudéssemos voltar a pé por razões óbvias.
Tivemos um belíssimo jantar que começou com a escolha de um excelente vinho branco, um Tall Horse da África do Sul.
Como “starter” uns mexilhões à “Big Blue” com um molho delicioso.
Depois, uns Camarões king à Chef (nunca tinha provado igual).
Para sobremesa tivemos um Tri Choc com Chantily, divinal.
Para acabar, e porque o álcool estava a saber bem, optamos por um Irish Coofi.
O dia acabou com um passeio pela marginal até ao hotel, felizmente curto.

Ainda bem que os meus não são assim

Os miúdos e os professores são totalmente descoordenados e nem sequer conseguem organizarem-se num exercício simples e do mais básico que pode haver, como, passas a bola e corres para aquele pino. Não conseguem mesmo.
É desesperante mas compreensível. Mas são simpáticos.

Escola Portuguesa

Como não havia nada decentemente organizado, tomei a iniciativa de o fazer eu.

Convenci o Daniel a não ir de manha para Boane fazer recreação com os miúdos e ir tentar organizar já, e por nossa conta, a próxima missão.

A escola Portuguesa tem excelentes condições e os professores pareceram muito receptivos. Foi uma óptima ideia.

Ainda deu para beber um café no Costa do Sol no final da marginal.